agora e na hora da nossa vida

Acredite-se ou não num deus ou em deuses há uma experiência que se pode dizer religiosa. Religiosa no sentido em que é inefável, que se produz no cérebro, na mente e de que se tem consciência. Não tivessemos cérebro e pronto, tudo isto estaria resolvido. A morte que nos escuta, ou a eminência dela, a consciência dela, ou a realidade dela, provoca essa experiência religiosa. Vai de nos pormos a pensar. Num tempo para trás e para a frente, que começa e termina. Antes e depois nem o nada existe para quem falece. Para ti também. Se isto começa onde começaram os outros atrás de mim e onde acabará. Certo que não falamos no infinito. Mas falamos do começo. Para a frente estarão outros que te vão sucedendo, faz mais sentido. Para trás é que a porca torce o rabo. Conceber que algo vem de nada, faz moça, nem a Ciência o admite quanto mais.

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