cair

não se cai de rompante, sem aviso, aos pés da vida,

vai-se caindo ao invés de ser de vez,

vai-se balançando ao invés de se adornar por completo

com interrupções, mais ou menos espaçadas

pelo meio faz-se, ou finge-se que se faz. Ao tempo não sabemos em que caminho estamos.

em nenhuma delas sabemos ao que vamos

só no fim, se tivermos oportunidade, lamentamos ou regozijamos por onde andámos,

se fizemos ou se fingimos, ou se oscilamos entre os dois,

só depois saberemos, se vivemos ou fingimos.

Tudo parece fictício, sem saber para onde vai,

como barco sem timoneiro que lhe valha,

ao largo da realidade, tudo parece

nada é,

quase tudo parece,

pouco é,

quando o que é,

são emoções, sorrisos e abraços chegados.

Se eu for lá

Se eu for lá,

não é  para ficar!

Não te reconheças em mim,

Não me prendas aos pés desta Terra

Só estou de passagem,

aliás vim aqui para morrer,

de tão tresloucada que a vida na Terra é,

apetece morrer aqui.

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