medo

o medo dos outros, acrescenta miséria, desordem, desalegrias, desavenças, intolerâncias, mais medo, maior medo e desorientações imersas, horrores escondidos, bombas latentes, diferenças que se tornam fronteiras, barreiras e muros maiores, até tudo se tornar em guerra quando podia ter sido uma conversa tardia ao sabor de uma refeição que só tu sabes fazer.

Na madrugada, já a alva anunciava o dia, vi que dormira e onde. Cansado. Dorido. A areia nunca foi boa cama. O frio húmido da madrugada acordara-me mas o cansaço adormecera-me. Foi assim toda a noite. Pés gelados. Aquela dormência, nem a dormir nem acordado, até agora. O cansaço dobrou e percebemos que dormimos qualquer coisa. Acordar. Noite de sobressalto. Medo.

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medo

o que ansiamos é não ter medo de nós próprios, não ter medo de sermos quem somos, das nossas dúvidas, dos anseios, das perguntas, dos defeitos, sem desprezo por quem somos. Quando é possível, somos felizes.