Os drogados de Hitler

A coisa parece repetir-se com os Jihadistas.

casa

“A nossa guerra acabou, e estamos escondidos numa toca de terra e temos de sair e recomeçar a caminhar. Esta é a casa de Schmulek que não tem casa, que perdeu tudo, até a si próprio. Onde está a minha casa? Não está em lugar nenhum. Está na mochila que trago comigo, está no Heinkel abatido, está em Novoselki, está no acampamento de Turov e no de Edek, está para çá do mar, no país do conto de fadas, onde o leite e o mel escorrem pelo chão. Uma pessoa entra em casa e pendura as roupas e as recordações; onde penduras as tua recordações, Mendel filho de Nachman?”

Primo Levi, p.254,  Se não agora, quando?, D.Quixote, 2015

dá no mesmo

E se o dilúvio viesse ai e a arca de Noé fosse a Europa? O que faria a Europa, colocava um par de cada raça? Um par de cada país? Um par de cada cor? Ou guardava a maior quantidade possível?

O que quererás que os outros povos te façam quando, volvidos 50 anos ou mais, e a crise sossegar do lado de lá do Mediterrâneo, e seres tu, Europa, a precisar de ajuda?

O que vais fazer agora, Europa?

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crise?

Estamos em crise, sempre! Não vale a pena esconder. Antes e depois da idade média, durante o período moderno, sempre! O que difere é a proximidade da crise, essa sensação mais ou menos forte, consoante a ligação que temos às notícias, ao que os outros dizem e pensam, à maré de opiniões que vai falando. Na maior parte dos casos, é sempre menos do que sentimos. Há as excepções, quando a crise sai das conversas e chega ao bolso e logo a seguir à mesa. Haja farinha e água, legumes e arroz que alguma coisa se arranja. E se não houver. São aqueles, os responsáveis, os que nos trouxeram aqui. E se alguém fizer alguma coisa por isso. Encontraste o herói seja digno ou não, amante ou não da liberdade e da tolerância. São esses que passam, os que ficam são os outros, os da tolerância e da liberdade. è quando mais se cria, é quando mais se vive, se sorri.

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entre a morte e a vida

entre o culto da vida e o culto da morte estão todas as visões. Dei-me a pensar nisso. A propósito não sei de quê. Foi de alguma coisa. Não cintilo assim. Mas aconteceu. E parei. Um ou o outro culto são pontos de partida para resultados tão diferentes. Bem podes decidir defender a vida e acabar num manifestação anti-aborto ou defenderes a eutanásia. Parece que os princípios não contam. Talvez sejam apenas os  finais. Eu fico mesmo pela coisa boa da delicadeza, do bom senso e de receber bem quem passa.

Bem sei que a guerra é presente com efeitos devastadores. A ira é uma lenta devastação estendida. Dura séculos e não termina. Pode acontecer na porta ao lado, na rua ou entre países. Melhor será sempre negociar. Mas quem está disposto a abdicar do que pensa para aceitar o que o outro quer.

 

 

degraus sem o serem

há uma estranha sensação de absurdo. não ensinaram que o melhor dos mundo é aquele que vai com justiça. compaixão. solidariedade. é disso que vai normalmente. agora vai qualquer coisa ao lado, mais por dentro do que ao lado, camuflado, vai sobrevivência, uns já  o tinham visto os outros começam a vê-lo. vai um mundo com casca fina misturado com injustiça, desumanização. vai um mundo por si: desenrasca-te! vai com a sobrevivência. esgravatar. vai com salve-se quem puder. se parar pode ser que lhe dê para o viver-com-pouco. pode ser que a ganância lhe dê para viver sem os outros. ou com menos dos outros. se parar pode ser que lhe dê para trabalhar com os outros. mais se gasta quando não vamos juntos. mas dizem que és um puto da mamã. que não te consegues safar por isso. vai à luta. não te disseram que a sustentabilidade é valor. mas já parece é menos do que isso. os seres humanos parecem mais praga que não quer ou não sabe aonde vai. paz ou guerra? Com pouco, com justiça, ou com guerra e falta de compaixão? Com senso ou em selva? O que vai ser? Que bebida vais pedir? é uma confusão maior. se se vai sozinho ou se te levas com o outros. onde pára o equilíbrio? escolho ir com os outros mas quero estar comigo

Ditadura

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Quando se cala um homem, não porque não queira falar, mas porque o obrigam, porque se esconde da maioria, porque o cobrem de terra, ou porque lhe cruzam uma bala no peito…

Quando se cala um homem por isso, podem secar-lhe a voz, mas não lhe secam a alma, nem os olhos que viram ou o corpo que sentiu: essa injustiça que se estende no tempo, em ambas as direcções, e no espaço em todos os continentes.

Se alguém deixou escrito, se alguém memorizou, se alguém guardou, se alguém disse, esse que calaram grita hoje: injustiça!

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