A máquina, a condição humana

Sonhei com uma máquina. Aquela, a máquina.

Sim, nessa que estás a pensar, a que nos representa, aquela que nos explica, sim, isso, que explicasse tudo, a nós, humanos, claro.

O outro. A outra. Enfim, todos. Aqueles e aquelas que nos passam ao lado, na rua ou num banco, num olhar ou num ecrã. E comecei a construí-la. Estava num palco e tinha uma audiência para ajudar. A ideia era mesmo a de começar pelos antagónicos, depois criar  linhas entre eles e por fim dar-lhe elasticidade. Explico. Começar por conceitos antagónicos, coisas que são escritas, não as vês, apenas as sentes e ouves falar sobre eles, coisas pelas quais lutamos, lutamos e lutaremos, como liberdade, igualdade, justiça. Ligar esses conceitos e depois cada um coloca-se num ponto em cada eixo e no fim fica uma escultura de pontos, característica de cada um.

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fuga

vivemos em fuga, a uma velocidade vertiginosa, sem paragens. Fugimos de quê, e para onde podemos fazê-lo? A resolver alguma coisa é aqui, neste quase-esfera colorida no meio de nenhures. É o fast-living ao mesmo tempo que o fast-food, mas não em todo o lado. Alguns já começam a redescobrir o campo.Outros sempre viveram por lá.

Pensava que era este o sistema que melhor redistribuía a riqueza, afinal, parece complexo demais. Não acho. Parece-me antes que, em Portugal, teremos de associar à Democracia, uma gestão mais horizontal para que mais cabeças possam decidir. Teremos que associar à Democracia, transparência para que os chico-espertos não se apoderem da sombra para negociar.

haverá

andámos a pensar que a DEMOCRACIA era por si a organização mais apetecida, por isso, defendida, quando percebemos, mais tarde, que o FASCISMO, dizíamos uma doença erradicada na primeira metade do século, existe e pode assumir o tamanho de um estado ou de um império e que sob o nome de uma pessoa apenas, o ditador, muitos outros vivem vidas inteiras a esmagar outras com o seu despotismos e vontade de poder.

Dizem, que o poder é uma emoção tão maior como outras. Desconheço. Nunca o senti. Mas já vi fazê-lo, e todos os dias vejo disso, desde crianças a adultos. Será que o fiz também? Não sei porque o fazemos, nem sei se é uma doença ou um defeito, ou se fruto de alguma raiva escondida/esquecida. Suspeito que levada aos extremos resulta numa DITADURA ou numa fábrica de extermínio. Houve, há e haverá.

politica

Nenhum homem é perfeito. Os que ganham eleições são os que melhor escondem os armários onde contam os esqueletos. Será mesmo assim? Não haverá quem se mexa sobre a sinceridade? Sobre a autenticidade?

democracia

Em sociedade, a questão é sempre em volta da vertigem da distribuição da riqueza. Sempre que falha, o povo reclama, e com razão. Seja no Fascismo ou na Democracia, mais tarde ou mais cedo, o povo vem à rua. O estômago não falha. Avisa repetidamente a falta, todos os dias, a qualquer hora. E falha também na Democracia, exactamente onde não devia. Parece que precisamos é de leis, mas daquelas que funcionam. E quem as faz? Quem manda. Como podem fazer uma que lhes atropele os pés? Que lhes tire status? Em Portugal, ao que parece, o problema não são as leis, o problema é que funcionem, que sejam pragmáticas e lestas. Quem tem coragem para as mudar?

A descentralização do poder é suficiente para evitar o totalitarismo?

É a minha pergunta intermédia. A democracia proporciona essa descentralização/diversidade que nos permita estar seguros que tal não se repete?

Parece-me que sim, mas não é suficiente? Uma ressalva, considere-se os diferentes poderes como fonte de diversidade ou descentralização: poder político, económico, jurídico, militar, religioso.

Para além disso, necessita de informação credível: os media (agora a internet).

Necessita também de distribuição justa da riqueza.

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