nua

gostava de te ver nua

puxar-te os cabelos com ganas

rodear-te os mamilos com  a língua

seguir o teu corpo balonçando

pintar cada cêntimetro dele com os dedos

antes, perco-me no teu decote

imagino o que vai por dentro dessa roupa seminua

agora,

esvazio-me de alegria ouvindo-te

adormeço com a empatia entre nós

sossego no quentinho do teu corpo

Franz E., abril 2018

 

estou aqui!

-”estou aqui, aqui, aqui”- um corpo que chamava por outro, um que pedia o outro, um riso que se prendia ao coração, eu que me prendia no olhar dela, na face esquiva, uma intenção saborosa, pendurado numa dúvida esguia até ao desejo seguinte, o corpo escondido, o prolongamento do que se deixa ver, e quando se encontram numa primeira dança, os lábios chocam-se, sugam-se, agora único corpo ligado, enrolam-se para que nada termine;

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