o teu

Pois. Esse é mesmo o teu caminho. Sim. Tu que agora me lês e que acordas a pensar da infelicidade da sorte, aquilo que poderias ter feito e o que fizeste, por onde andaste e não devias, o que és e não queres, onde estás e não desejas, o que tens e poderias ter (o que menos interessa). Aceita. Onde estás, o que fazes e o que és. Se pensas, faz o que pensas. Mas aceita o que és assim, ponto.

setembro 2016, Franz E.

perguntas cruciais

“Talvez toda a curiosidade possa ser resumida na famosa pergunta de Michel Montaigne, “Que sais-je?”, “Que sei eu?” [1].
 
A pensar nisto, talvez que uma pergunta melhor fosse, “o que quero eu saber?” E ai poderemos saber, poderás saber, qual o caminho que vais percorrer. Qual seria a tua pergunta crucial?
[1]. Alberto Manguel, Uma História da Curiosidade, p.12, Tinta da China, MMXV, Lisboa.

isolado

ficas isolado. com tudo para dizer e ninguém para ouvir. há medida que a idade repassa, nem os amigos estão.

Franz E., Terra 2013, https://franzeterra.wordpress.com/2014/12/20/182/

caminho

caminhava firme em direcção à maquina, escolhera um caminho, e sabia-o meu.

(humilde, ruim, ermo, simples); mas

Levava-me comigo dentro.

caminho

enredados nas palavras que devem ser, quando as que são, são as nossas. Feliz de quem tem coragem, de quem se arranca, feliz de quem, assustado, arrasta o medo noite dentro, fazendo caminho.