amanhã

uma cigana abeirou-se e não me deixou falar. Foi tudo muito rápido. Vendia não sei o quê. “Que cara rapaz, você está mal” – parece que me disse isso. Não sei. Não consigo recordar. Aproximou-se mais. “Olhe rapaz, manhã é outro dia.” Devo ter feito uma cara de mau amigo e afastei-me e nunca mais esqueci aquelas palavras, mas é fácil esquecer, eu sei.