jazz

 

Fica-se a ouvir “isto”.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_Lloyd

a propósito

bem me lembro de alguém dizer, lembrar-se de ter visto, a primeira vez que o filme “pato com laranja” passou na televisão portuguesa. Ou mesmo o filme em que se mostra o primeiro beijo. A particularidade é que o fez, falo do que tem pato, estando em casa de um padre. O que se falou disso por todo o país. E isto faz-me lembrar aquilo. Interessa pois dar uma opinião. Sim, que se mostre. Sim, se alguém fez arte. E sim, é preciso proteger as crianças, sabe-se lá o que pensariam ou o que fariam sem qualquer explicação sobre o assunto, duvido que haja quem o soubesse fazer, muito antes de poderem pensar que isto não é paraíso algum, e que a mente é bem mais perversa, mesmo sabendo que algumas já sabem que neste mundo há quem se esqueça dos outros, se esqueça de si e aprecie o sofrimento, seu e dos outros e alguns que felizes vivem com o sofrimento dos outros, e que outros lutem pela sobrevivência para causar sofrimento nos outros. Falo obviamente a propósito da exposição na Fundação de Serralves. Um lugar com L maior, maiúsculo. Ainda bem há disto, polémica e discussão do que somos afinal por aqui.

dar

antes disso, do dar, terá essa pessoa, quem deu, pensado nessa outra a quem deu, e isso será o melhor que alguém poderá fazer neste planeta não tão sombrio assim

ruí

Ruí as unhas. No passado, todos os dias. Hoje de duas  a quatro vezes ao ano. Há medida que cresci vai-se sendo mais comedido. Era mesmo para guardar segredo. Nunca falei disto a ninguém. Nem aos íntimos que já não estão nem à família que vai encurtando. E não sei porquê. No principio ficava com os dedos desalinhados e agora também, antes era a tempo inteiro, agora não percebo porque é que o faço, ficam estes dedos com as unhas em socalcos, desentendidas, porque é que o fizeste? Começasse e pronto.

artista por 10 minutos

Deram-me uma flor. Nem sei se homem ou mulher. Não interessa. Deram, porque mereci. Não que neste planeta sejam apenas guerras, não que neste planeta sejam apenas histórias felizes ou de moralidade elevada, nem de dignidade ou de tolerâncias extremas. Nem uma nem outra, mas mais a última que a desgraça da primeira. Somos um bando de pássaros assustados há procura de um lugar seguro, na esperança, bem perto do fim do dia, de sossegarmos no peito de alguém. Deram-me uma flor. Ainda bem. Vou deitar-me sossegado, este mundo ainda vai bem.

Artista10min-cópia