vérité: à quoi cela me sert-il?

vérité: à quoi cela me sert-il?

« Croire à la science ou pas est devenu une question éminemment politique, sans doute celle qui va décider de l’avenir du monde » Eva Illouz*

la source: https://www.lemonde.fr/idees/article/2020/12/10/eva-illouz-croire-a-la-science-ou-pas-est-devenu-une-question-eminemment-politique-sans-doute-celle-qui-va-decider-de-l-avenir-du-monde_6062819_3232.html

La vérité comme instrument de pouvoir

Le postmodernisme est le mouvement philosophique qui a formalisé l’idée qu’il pouvait exister plusieurs vérités et pas seulement une, et qu’il fallait donc à la fois démocratiser et démystifier la notion même de vérité. Puis, d’autres courants issus du postmodernisme sont allés plus loin, affirmant que la vérité était au service du pouvoir. Que la vérité était masculine, blanche, européenne, colonialiste ou hétéro-normative.

Cette assimilation de la vérité à un instrument du pouvoir a conduit à un renversement spectaculaire : alors que, du temps des Lumières, la vérité était une arme pour lutter contre les superstitions et la tyrannie politique, c’est à présent sur elle que se concentrent les attaques morales. Tout groupe ou individu a le droit de formuler sa […]

La source: https://www.courrierinternational.com/long-format/idees-il-ny-pas-de-democratie-possible-sans-verite, Ha’Aretz, Tel-Aviv, www.haaretz.co.il

*Eva Illouz, née à Fès, au Maroc, en 1961, est professeur de sociologie et d’anthropologie à l’Université hébraïque de Jérusalem et à l’École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris.

Casa

A Casa é um misto de vivências de alegria, de segurança, de amor, e de sofrimento, desavenças e desgraças. Mas é a Casa. Tem isso tudo e mais ainda, algo mais forte, é onde somos sem máscara, onde nos ouvem sempre seja qual for a nossa opinião, onde setimos esse calor de pertença que em mais lado nenhum se tem.

generosidade

O que mais me preocupa é a quase total falta de generosidade de um humano pelo outro, dividindo o que é seu.

E mais ainda a ausência de principios humanos que orientem o que fazemos e ainda mais o falharmos em seguir esses principios, não importa a pressão que sentimos em volta. E para isso é preciso muita coragem.

https://www.rtp.pt/play/p8226/e514677/os-subversivos

frágil

a liberdade, a tolerância e a humanidade são tão frágeis que doi quando ouvimos noticias, cada vez mais noticias, que vão contra essa liberdade, essa tolerância e põem a humanidade em causa, quando tratamos mal a casa onde vivemos. Se vamos assim qual é o nosso direito em viver aqui?

“Acordo Verde” Noam Chomski

Esse “acordo verde” significa uma alteração por completo do nosso estilo de vida, antes era apenas o ocidental, agora podemos dizer que é o estilo de vida das grandes cidades e arredores. Há quem não se importe que isto se transforme em Vénus e há outros que acham que devemos preocupar-nos em deixar a Terra para as próximas gerações. Contudo, uns e outros, em geral, preocupam-se pouco com o seu estilo de vida próprio que comporta uma pegada ecológica gigantesca. Quer dizer, os outros é que estão a prevaricar, mas eu posso seguir neste automóvel mesmo que pudesse ter vindo a pé. Todos nós gastamos recursos gigantescos. Só vejo atitudes ecológicas quando seguimos para o interior dos países, onde os recursos, a riqueza, é muito menor. Só quando o custo da gasolina for alto é que passamos a andar de bicicleta. Quer dizer, vivemos depressa de mais. Vivemos o totalitarismo da pressa, cavalgando sobre o tempo: e quando paramos, nem nos lembramos do que estivemos a fazer lá atrás. E porque haveremos de viver assim tão rápido? Porque temos de chegar à próxima cidade em 3 horas? Em 12 ou em uma semana, não chegava? É este puzzle que não entendo: qual é a razão de queremos sempre mais e mais depressa. Sobreviveríamos na mesma.

caducidade

Não sei o que se entende aqui por caducidade, mas se for o que entendo, análogo ao armário com cheiro a mofo, apetece-me dizer que é muito provável que nos aconteça o mesmo. Aos outros aconteceu assim. Envelhecer significa que a tua geografia emocional vai desaparecendo. Alguém dizia que: “com esta idade, os amigos mais próximos já não estão, e os mais novos têm outra vida que não entendo… sempre com as tecnologias pelo meio.” E não sei se é possível controlar isso, mantermo-nos ativos: há quem tenha essas ganas, bem sei, resta saber se nascemos com isso ou não: resta saber se nascemos com a capacidade de não nos aninharmos na falta de sentido, natural, da vida. O que quer dizer que, para viver , é preciso muita coragem. Muita.

Os outros

O que se falava em sussuro, começa a falar-se no telejornal. O que dizem: “o outro não interessa! “Eu” é que sou a referência, o iluminado.” Pois bem, esses iluminados, necessitam que nos levantemos do sofá e clamemos por democracia, pela diversidade, pela generosidade e tolerância, pelo bom senso, pelo saber e pela luta contra a ignorância: Camus falava disso. Bem sabemos aonde é que esses iluminados nos levam; bem sabemos aonde nos leva a ignorância; bem sabemos aonde nos leva a intolerância: guerra, miséria, confrontos. Se a vida já é dificil, mais dificil fica. O sistema democrático tem ainda essa falha terrível: a transparência, ou melhor, a falta dela. Ao contrário, estes “lobos vestidos de cordeiros” têm muitas palavras-chave para vender o seu produto, para capitalizar votos, o que significa que, nos próximos 40 anos, andaremos a lutar pela LIBERDADE, como outros fizeram por nós! O que estes “iluminados” pretendem é o poder, só por si, não pelos outros.

sem saber

Havemos de morrer sem saber quem fomos,

sem saber que defeitos tinhamos,

nem que maleitas viviam no nosso cérebro

nem o que os outros diziam de nós

nem todo o mal que fizemos

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quando

quando abraças, apertas, choras, baixas as guardas, páras de lutar, agarras, salvas, é quando te salta o mais humano, e te esmurra no fim: não valeram a pena tantas mortes, tanta loucura, tanta correria, tanta ansiedade, tanta miséria, fome, tristeza.

Valeria a pena perguntar a todos os  humanos se estariam interessados em repetir outra experiência de vida. Estou convencido que a maioria não o quereria.

Não estamos em lado nenhum, nem em tempo algum antes e depois da morte. Antes e depois não são parametrizáveis de nenhuma maneira, a não ser que estejas vivo. Só se estiveres vivo e só se o disseres enquanto. O tempo existe só nesse momento. Só nesse momento és humano.