Eu votarei nele

Larguemos as saias do estado e, ao votar, votemos em quem defenda a transparência e a responsabilização do estado e dos políticos. Se ninguém o defende, que se organize esse partido. Eu votarei nele.

UTOPIA

Isso! Afinal o que é importante? Haverá tempo, para cada um, parar e pensar no assunto.

Estamos tão longe do que a “terra nos dá”, no meio do ordenado e das acções, créditos e compras de valores “contaminados”, que me pergunto, afinal, vivemos uma irrealidade? E é isso que nos traz crise!

E outras vezes viro-me para outra geometria: onde está o humano, a generosidade, a ajuda, a cooperação?

Que se saiba que o planeta não são os telejornais! Que se saiba, que ao partirmos, ao viajar, encontramos mais de generosidade e humano, do que de ganância e competição. Isso é verdade.

E o que vamos fazer com as utopias, as do zeca e do ghandi? Lavamo-las em eufemismo ou pactuamos com o que os países fazem uns aos outros: roubar e competir. Ou isso não é nada assim, e o melhor é mesmo roubar e competir! Ou será que a resposta é este equilibrio precário, que, de vez em vez, nos sacode com uma “crise” violenta.

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vai dai

vai dai não saí daqui. Ninguém me empurrou, nada de anormal se passou, fiquei. É um facto. Nunca em tempo algum me mexi, a não ser que fosse preciso, ou que alguém, de argumento na mão, mo impusesse. Por isso, agora mesmo também não o faria, nem o fiz. E ainda aqui estou. Entraram-me porta adentro. Ficaram séculos. Qualquer coisa que se remexesse mais lá para o centro da Europa, e ai vinham eles, desvairados em direção ao Sul. Instalavam-se, e muito bem. Nós não dizíamos nada. A terra é nossa e deles. Mas lá vinha um dia que, de aliança no braço e varríamos os rapazes. Já era tempo de se porem ao caminho. Um dia içaram-se velas. Tinha-se estudado para isso. As gentes andavam com fome. “Havia carne de cavalo a bordo”. Era muito forte. E claro está, perdido por cem, perdido por mil. Juntou-se a fome com a vontade de comer, uns porque não tinham, outros porque queriam mais, e outros ainda com sede de saber. Continue reading “vai dai”

não esqueças o passado

presidentes

micro-histórias

Este planeta mostra-nos que o pensamento linear não vai muito mais longe do que arranhar os factos sem lhe deixar marcas. A percepção dos fenómenos e a sua explicação caiem quase sempre fora do linear, mesmo quando tudo parece muito bem controlado: como o movimento de um pêndulo ou o movimento de um planeta. O linear é a medida daquilo que não sabemos. Se as medidas se afastam daquilo que a teoria linear prevê, então estamos longe de saber o que se passa.

Há micro-histórias que se repetem continuamente. A crise 1873 é uma delas: uma crise global que durou quatro anos. Por isso, apetece-me dizer que o que vivemos, o que vamos viver já aconteceu. Poderemos aprender com a história. A história não é linear. Melhora e agrava-se em pouco tempo. O que vamos viver depende do passado, do que fizemos. Mas depende também do empenho agora, já, neste preciso momento!

Por isso, há pergunta, se seremos capazes de ultrapassar: claro que sim, já o fizemos: só depende do empenho com que abraçamos o futuro. Estão dispostos para, ombro a ombro, braços firmes e mente desperta, com criatividade e engenho, abraçar o futuro como quem o quer comer todo?

injustiça

Se não podeis eliminar a injustiça, pelo menos contai-a a todos.

Ali Shariati

Democracia

A Democracia não foi ganha um dia e depois estará para todo o sempre. É preciso alimentá-la. E se a vamos alimentando quando votamos, se a vamos alimentando quando nos associamos (em partidos, em associações, em movimentos…), preocupa-me outra parte: quem vigia aqueles em quem votamos?

Somo nós, quando votamos! Certo. Mas é preciso um pouco mais do que isso, informação. Temos os jornais. Mas a internet está devorá-los. A credibilidade da informação começa a deteriorar-se, dizem os especialistas no assunto. Precisamos então de informação credível. E lá voltamos para o cidadão: é preciso que verifiquemos a credibilidade da informação: quem é que escreve, quais os seus créditos no assunto e que interesses o move?

Quando chegamos à corrupção a coisa torna-se mais séria, porque os especialistas afirmam que existe uma correlação entre a quantidade de jornais publicados e a corrupção: quanto mais jornais publicados, menor a corrupção! O facto é que, actualmente, o número de jornais diminui e a corrupção aumenta, à medida que a internet se impõe! Em Portugal a Justiça é tão lenta, que até impressiona quem lá trabalha.

Um novo paradigma está a abater-se sobre a sociedade. A bem da Democracia, é necessário fiscalizar quem nos governa através do voto, dos jornais e da justiça. Irei votar num partido que eleja estas preocupações.

Fonte: “A democracia Sobreviverá sem os Jornais? Paul Starr, Revista Courrier Internacional (em português), número 164, Out 09, p. 70.