Os outros

O que se falava em sussuro, começa a falar-se no telejornal. O que dizem: “o outro não interessa! “Eu” é que sou a referência, o iluminado.” Pois bem, esses iluminados, necessitam que nos levantemos do sofá e clamemos por democracia, pela diversidade, pela generosidade e tolerância, pelo bom senso, pelo saber e pela luta contra a ignorância: Camus falava disso. Bem sabemos aonde é que esses iluminados nos levam; bem sabemos aonde nos leva a ignorância; bem sabemos aonde nos leva a intolerância: guerra, miséria, confrontos. Se a vida já é dificil, mais dificil fica. O sistema democrático tem ainda essa falha terrível: a transparência, ou melhor, a falta dela. Ao contrário, estes “lobos vestidos de cordeiros” têm muitas palavras-chave para vender o seu produto, para capitalizar votos, o que significa que, nos próximos 40 anos, andaremos a lutar pela LIBERDADE, como outros fizeram por nós! O que estes “iluminados” pretendem é o poder, só por si, não pelos outros.

chez nous

Começa simples e complica-se até que temos pena que termine. A parte política poderia desenvolver-se muito mais, mas isso daria um filme de 3 horas…

site: https://www.imdb.com/title/tt6144536/?fbclid=IwAR0qpk88fSgDz-XjpVdujLGYUagDpcyNVNlN-kgzUxaipqoVT1wLW-kxTXM

it’s killing us and Trump = dictator

freedom

Europe must learn, freedom needs to be defended

https://en.wikipedia.org/wiki/Mikhail_Khodorkovsky800px-mikhail_khodorkovsky_in_kyiv

aristides

Pois bem, em Vilar Formosa estiveram famílias cujos ascendentes por ali passaram noutros tempos. Decidiram plantar uma árvore, um robusto carvalho. Muito bem. Símbolo de longevidade e força, tal como o exemplo do que este homem fez. Muito bem repito. Mas o dito carvalho está seco. Passei por lá e vi. Procurei, para o fundo da estação, junto a um lugar esquecido, um não-lugar.

A triste sina deste homem, molestado pelo facisto, molestado pela democracia, ou alguém andou a enganar alguém com a visita dos familiares? Ou alguém anda a vender a alguém qualqure sonho? Pena que se use essa história de coragem, que uns sonham que sabem o que é e outros, poucos, sabem o que significa. Será?

 

mudança

Não sou futurologista. E se fosse, fechava bem os olhos, cerrava-os com os dentes, mesmo que fizesse figura de parvo, só para não o ver, ao futuro digo eu.

A mudança é tal que nem a consigo imaginar. Portugal daqui a dez anos? Eu imagino-a grande, mas parece-me ainda maior.

Já a viram. Já a tentaram vislumbrar. À mudança digo eu. Corrupção, transparência, justiça, educação, parlamento, política… e não falo apenas dos políticos, falo de todos, de tudo o que em cada um tem de mudar.

E a coragem para fazer isso? É a mesma coragem de um Vasco da Gama e de quem o acompanhou. É a mesma coragem de um Salgueiro Maia e de quem o acompanhou. É a mesma coragem de Aristides de Sousa Mendes e de quem o acompanhou. É a mesma coragem de qualquer um dos anónimos portugueses que já habitaram Portugal ou que o tiveram de deixar. São tantos corajosos. Agora chegou a nossa vez.

E se tiver de haver porrada para fazer essa mudança? Ai é que a coisa começa a deixar de ter graça.

politica

Nenhum homem é perfeito. Os que ganham eleições são os que melhor escondem os armários onde contam os esqueletos. Será mesmo assim? Não haverá quem se mexa sobre a sinceridade? Sobre a autenticidade?

Eu votarei nele

Larguemos as saias do estado e, ao votar, votemos em quem defenda a transparência e a responsabilização do estado e dos políticos. Se ninguém o defende, que se organize esse partido. Eu votarei nele.