sentido

A vida não tem sentido. ponto final.

E só o tem se escolhermos um. ponto final.

E logo a seguir vem a pergunta: que sentido? ponto final.

Vou escrever. É esse o sentido, E porquê esse e não outro?

É porque esse livro, humano, aqueles que ficam, não os que mostram ódio, nem na arte, muito menos na literatura. Os museus, as bibliotecas, são arte e cultura humanas, é o que fica.

Neste planeta tão desumano, intolerante, egoista e ganancioso, fica um livro humano, numtempo em que foi escrito humano, um livro que fale de dentro para lembrar ao outro, noutro tempo, que existe e é possível ser-se um certo ser humano: tolerante, generoso e cooperante.

homo

conta-se, estava lá, e confirmo, não são notícias falsas, que um dito “filme japonês”, convenceu uma plateia inteira, com pessoas, não vão dizer que convenceu apenas a plateia e os respetivos lugares, confirmo isso, dizia, convenceu uma plateia inteira plena de pessoas, que entre homem e homem pode haver amor tal como em qualquer outra relação, homem mulher, quer dizer, com conflito, paradoxos, desencontros, mal entendidos, silencios, amuos, alegrias, tristezas, desencontros, reencontros, mal-amor, amor-ódio, e todas as outras possibilidades que numa relação a dois carrega. Para que se saiba, até ali isso de homem homem era coisa do diabo, da moda, do capricho e até doença. E não é não senhor. Vai dai nasce-se assim, e aceita-se ou esconde-se, mesmo de si próprio, mostre-se ou não ao mundo. E sim, nas mulheres ainda não houve filme que convencesse a plateia.

tirar água do mar com uma colher

Não a conhecia, como não conheço tanta gente de coração bom. Ouvi a notícia do funeral. Ficam as palavras. Prémio Shakarov 2009, Fundadora do grupo “Helsinquia de Moscovo”, de pouco se faz muito.

https://pt.euronews.com/2013/06/04/russia-nega-perseguicao-a-ativistas-sociais-durante-cimeira-com-ue

https://en.wikipedia.org/wiki/Lyudmila_Alexeyeva

 

medo

o medo dos outros, acrescenta miséria, desordem, desalegrias, desavenças, intolerâncias, mais medo, maior medo e desorientações imersas, horrores escondidos, bombas latentes, diferenças que se tornam fronteiras, barreiras e muros maiores, até tudo se tornar em guerra quando podia ter sido uma conversa tardia ao sabor de uma refeição que só tu sabes fazer.

amor

Não tens tempo de ouvir a pergunta quanto mais dizer a resposta e já lá estás, uma pulsão abrupta, e só deixas de tremer mais quando estás perto, mas isso chama-se paixão. Dura pouco, não mais que dois anos. Dizem.

Lá para depois da quarta paixão ainda não controlas o que dás. Mas não vais ter ninguém a dizer-te o que fazer, nem sequer uma arma apontada à cabeça, nem é preciso, porque já deste tudo o que tinhas. Se mesmo assim a paixão não dura e o amor não fica, o corpo quebra-se no chão.

Se ficas depois da primeira guerra, depois da segunda aflição, depois do terceiro problema sério, depois da morte, já lhe podes chamar isso maior, amor.

Lá para depois do primeiro amor vais controlar o que dás.

 

it’s killing us and Trump = dictator

Mário Soares

Humanista, homem de liberdade e cultura.