frágil

a liberdade, a tolerância e a humanidade são tão frágeis que doi quando ouvimos noticias, cada vez mais noticias, que vão contra essa liberdade, essa tolerância e põem a humanidade em causa, quando tratamos mal a casa onde vivemos. Se vamos assim qual é o nosso direito em viver aqui?

Amin Malouf, 1:25

Um naufrágio para a humanidade, uma crise identitária sem precedentes.

https://www.rtp.pt/play/p7921/e514294/janela-global

mãe

Não te vi morrer,

veio um homem fardado

sussurar o que eu não queria ouvir

não te vi morrer, não estava

nem para te proteger

nem para te segurar a cabeça

nem para te apertar

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Árvore

apetecia-me contar a história de quem, por defeito, rumava junto dessa árvore com os avós. Ano após ano até se tornar um hábito, uma reflexão de sobrevivência, um esvaziamento, algo que não mudaria, um farol perene, uma segurança, uma ilusão. e que dessa vez, já o tempo passara pelos avós, levava o filho, e este talvez levasse o filho dele.

medo do erótico, da sensualidade

há medo de querer falar sobre a força de uma imagem que nos varre como veludo sem querer dizer pornográfico querendo que seja erótico. é quando uma mulher sabe ser erótica, seja pelo que veste, seja como olha ou como fala e do que fala que nos sentimos homem, que nos faz querer estar perto dela, acompanhar-lhe o raciocinio, ouvi-la e recortar-lhe a pele em imagens tão simples e aterradoras. Se uma mulher não é apenas erotismo, é-o também e se esquecem isso não seremos homens. E se esquecem isso, ficamos perdidos.

ficámos orfãos de inteligência

Se perdemos este sábio, o que nos pode ajudar são os seus livros, como mapas que nos guiam no desespero. Quem os lerá? Ninguém. Terão razão. Talvez que não precisemos de salvação e que a vida é mesmo só guerra e fome. Bem sabemos que não é assim.

E são especiais, esses livros. Não há nenhum que não ande a bater, até que lhe vislumbro o sabor e está mais do que isso, uma sabedoria intensa que nos aquece e deixa tranquilos. Ah, era isto.

“Nunca fui leitor de um só livro” disse. Talvez que seja a diversidade que nos alimenta o futuro de alguma tranquilidade e não esta teimosa crispação ao outro que vem na história como óleo nas mãos.

Hei-de passar pelos sitios por onde passaste porque não tive a coragem de te apertar a mão e dizer o prazer que tinha em conhecer-te. Obrigado!

https://www.dn.pt/cultura/morreu-eduardo-lourenco-o-filosofo-que-procurou-portugal-no-seu-labirinto-11408268.html

o nosso lado negro

Há autores e livros que nos avisam. Para simplificar, o nosso lado negro. A ideologia nazi existe, ontem, hoje e amanhã. Estava em construção bem antes da I Guerra. Hoje vê-se, encapuçada, laivos apenas, tímidos, escondidos, envergonhados. disso e o desastre poderá acontecer nos próximos 50 anos se não fizermos nada.

“O turbilhão politico das ideologias raciais que deu origem ao nazismo já estava a girar muita antes da primeira guerra mundial.” Fonte: A Ascensão do Terceiro Reich”, Richard Evans, O evangelho do ódio, p.80, 2003.

uff…

Sabemos bem que assusta o manto vermelho. Mas é um prazer ver o manto azul liderar uma América que nos sabe bem. Vai ser duro, mas isso já o Biden sabe há mais tempo do que nós. Muita sorte Kamala e Biden!