humano

Esse móvel onde deixas esta malga, foi comprado um dia. Foi escolhido. Terão ficado felizes os teus familiares. Terão trabalhado muito para isso, isso que valorizavam. Não saberiam se, ou quem ou quando, irias tu deixar essa malga em cima hoje, agora. Este tempo que nos engole como um Tsunami. Hoje tu, amanhã outros, outrora os teus com quem conviveste. Esse acto tão simples, o de pousar essa malga, já foi. Só tu sabes. Só tu podes dizer. Embora não interesse nada como tantos outras coisas que fazemos. Contudo fazem parte de um continuo inexorável. Sem eles, não seguiriam os momentos mais importantes, aqueles que identificamos como significativos, numa corrente extensa. Essa torrente inclui o ser humano: até quando?

O que vais tu dizer aos outros que eles não saibam já. Que são gananciosos! Porcos! Egoístas! Narcisistas! Cegos! Eles dirão o mesmo de ti e mais: os outros não existem: aqui sou só eu que me convenço da minha permanente razão.

17′: uma lição de humanismo.

https://edition.cnn.com/videos/tv/2021/08/25/amanpour-afghanistan-albania-prime-minister-edi-rama-refugees.cnn

Morreu Jorge Sampaio, o Presidente que chorava de emoção

Foi Presidente da República de 1996 a 2006. Antes esteve quase seis anos à frente da Câmara de Lisboa e três como líder do PS, tendo perdido as legislativas de 2001 para Cavaco Silva. Licenciado em Direito, nasceu em Lisboa a 18 de setembro de 1939.

Fonte: Morreu Jorge Sampaio, o Presidente que chorava de emoção

Farol

Dentre todo este mundo toldado, sempre toldado. já toldado, anteriormente toldado, à frente a toldar, continuando toldado, há quem nos sirva de referência no bréu da ignorância. Vêm em livros, surgem em fotos, aparecem no teatro, na música e nos quadros, na cultura e na arte, dentro das universidades e por todo o lado onde se escreve com argumento, seriedade e ética, com tolerância, sem menosprezar o outro e sem desejo de fama falsa e passageira. Há quem venha por bem, há quem venha só por si.

tens tempo?

tens tempo? Olha para a minha cara, estou a chorar?

Não, disse ele

Mas estou! Não parece, mas choro. Há 20 anos. E não tenho com quem partilhar esta miséria.

Nem tu nem ninguém. Ou pensas que há por ai amigos…

Perdi-os. Aos que achava amigos, três ou quatro, e acho que eram amigos, foram desaparecendo. Ter uma amigo é um trabalho do caraças. Dá dor de cabeça. Consome tempo. Os amigos de infância não falo com nenhum vai para mais de cinco anos. Alguns há mais de dez. Aos de agora, vou telefonando a um ou dois. Mas não tenho a coragem de lhes contar estas coisas. Falo das dificuldades mas não das intimidades. É talvez o pior na idade adulta, não termos com quem desabafar. É por isso que os padres têm freguesia. Vivemos ao lado de quem sofre e não lhes perguntamos. E eles, nem nós, não respondemos. Por medo. Acho. Mesmo que seja um familiar.

Eu também queria um amigo a quem pudesse dizer intimidades. Quem sabe o que faria com essa informação. O que me disseste agora morre aqui, Está descansado,

Volta e meia somos mordidos pelo passado, ou mesmo inundados, até com lama que arrasta tudo, desorganizada, estraga, parte. Reconstruimos. Bem certo. Mas com os mesmo tijolos, a mesma madeira, a mesma porta e a janela de ontem. Ficamos os mesmos.

Já vi muita gente açoitada a sério. Em documentários e entrevistas. E assim, pessoas que de um momento para o outro a vida delas parece não ter futuro. Acontece um acidente. E dali em diante, ou superam o desafio, ou mesmo com dificuldades começam outras vidas.

música

não sei de mais ninguém que consiga pôr uma guitarra a chorar

à moda alentejana

http://www.reveslucides.org/

https://www.rtp.pt/noticias/cultura/alentejo-ensemble-em-paris-entoa-se-o-alentejo-seja-qual-for-a-pronuncia_a1297669

Bani Adam

https://www.un.org/en/about-un/

Poem Bani Adam at the entrance of UN in NY, by the Iranian poet from the 13th century, Sa’adi:

Iranian Poetry ‘Bani Adam’ Inscribed On United Nations Building Entrance
9/17/2011 history, iconic muslims, muslim poetry, poet, political artwork, prophet adam
Iranian poet Sa’adi, from the 13th century

“Human beings are members of a whole, since in their creation they are of one essence. When the conditions of the time brings a member (limb) to pain, the other members (limbs) will suffer from discomfort. You, who are indifferent to the misery of others, it is not fitting that they should call you a human being.”

Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Bani_Adam