cinema português

Não quereria que o cinema português fosse igual a outro cinema. Mas também não gosto de um estilo de cinema português dominante que assenta na ideia de contemplação, da arte pela arte, sem que se perceba de onde vem esta autocomtemplação tão intimisma, com linguagem tão própria, impossível de interpretar, impossível de dar significado e absolutamente impossível de ter paciência para lhe dar atenção. Ou pelo menos que se dê espaço ao outro género de cinema, que sabe usar a linguagem cinematográfica, o ritmo, a alegria, o tempo de espera, a reposição da memória, sei lá pá, não sou cineasta, mas discordo. Esta ideia para cinema, só esta, a de um cinema que olha para o seu umbigo e está fascinado com ele e só com ele, do princípio ao fim, e como não é o meu umbigo, desligo, saio da sala ou arrepia falar de cinema português. E isso não é bom.

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O Visitante

 

 

um filme muito simples, sem mostrar mais do que é, numa história simples. Não é muito bom, mas é bem melhor que muitos que para ai se põem em bicos de pés e no fim são tretas. Uma minúscula parte da vida de todos nós. Altruísmo e amizade. A vida não se faz apenas de miséria e egoísmo.

crash

 

all in one movie. At same distance it may be silly, but if you dig, you found yourself, your  life, your world.

para ver outra vez

 

 

Um filme simples carregado de humano com um argumento irrepreensível, exceto no momento do beijo: aquele à mulher do amante, da mulher do protagonista.

crescer sempre

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Existe um momento para pensar no que andamos por aqui a fazer. E sempre que revisito esta história, interessa-me o pormenor do grande. Mais ainda do grandioso. E ainda mais do crescimento. É preciso crescer. Crescer sempre. Aumentar, aumentar sempre. E quando assim é, vamos atropelar alguém com toda a certeza. Mas verdade se diga, há um momento para pagar a conta: chega sempre, tarde ou mais cedo, não importa. Invariavelmente temos concluído o mesmo, agora como há dois séculos atrás: bem poderíamos estar sentados, a trabalhar a um ritmo bem menor, com ambições bem medidas, sem o parecer ser, mas querendo ser, há procura de não cortar a fatia maior, que ao mesmo lugar tínhamos chegado: “Tenho 45 anos e estou falido.”

There his a moment where we stop to think about about what are we doing here. Whenever I revisited this story, what interested me the most, its the detail of the big. Even more the biggest. And even more the growth. Growth is needed. We must growth always. Increase, increase always. And when this is the maine goal, you will run over someone, for sure. Well, the truth is, there his a moment to pay all this bill: it will arrives, latter or sooner, it doesn’t matter. Invariably, over the centuries, we came to same conclusion, over and over again: we could well be sitting, working at a lower rhythm, with lower ambitions, in order to be and not to show off only, being careful to not cut the biggest slice, that we will arrive to the same place: “I am 45 years old and I’m broke.”

sobreviver/survive

Não estamos todos nessa estrada da sobrevivência?

Aren’t we all in this road of survival?

realidade/reality

Como é que tu sabes que o que vives não é uma ficção, que não é a tua realidade, que não é a tua verdade?

Porque tu fazes perguntas, inquietas-te, dúvidas, argumentas: é isto que te torna consciente, ou seja, que aquilo que vives é a tua realidade, a tua verdade, aquilo que pretendes, aquilo que te garante a sobrevivência.

As respostas que deres, se não te incomodam, dizem-te que tudo está bem. Que respostas deu (e dá) alguém que pertence ao partido nazi?

How do you know that what you live is not a fiction, that is not your reality, that is not your truth?

Because you do questions, you stay restless, doubt, argue: that is what makes you aware, that is what say to you that this live is your reality, your truth, what you want, that guarantees your survival.

The answers that you give, if they don’t bother you, tell you that all is well. What answers gave (and give) someone who belonged to the Nazi party?