agora e na hora da nossa vida

Acredite-se ou não num deus ou em deuses há uma experiência que se pode dizer religiosa. Religiosa no sentido em que é inefável, que se produz no cérebro, na mente e de que se tem consciência. Não tivessemos cérebro e pronto, tudo isto estaria resolvido. A morte que nos escuta, ou a eminência dela, a consciência dela, ou a realidade dela, provoca essa experiência religiosa. Vai de nos pormos a pensar. Num tempo para trás e para a frente, que começa e termina. Antes e depois nem o nada existe para quem falece. Para ti também. Se isto começa onde começaram os outros atrás de mim e onde acabará. Certo que não falamos no infinito. Mas falamos do começo. Para a frente estarão outros que te vão sucedendo, faz mais sentido. Para trás é que a porca torce o rabo. Conceber que algo vem de nada, faz moça, nem a Ciência o admite quanto mais.

Continue reading “agora e na hora da nossa vida”

aquece, mas é por tua causa

micro-histórias

Este planeta mostra-nos que o pensamento linear não vai muito mais longe do que arranhar os factos sem lhe deixar marcas. A percepção dos fenómenos e a sua explicação caiem quase sempre fora do linear, mesmo quando tudo parece muito bem controlado: como o movimento de um pêndulo ou o movimento de um planeta. O linear é a medida daquilo que não sabemos. Se as medidas se afastam daquilo que a teoria linear prevê, então estamos longe de saber o que se passa.

Há micro-histórias que se repetem continuamente. A crise 1873 é uma delas: uma crise global que durou quatro anos. Por isso, apetece-me dizer que o que vivemos, o que vamos viver já aconteceu. Poderemos aprender com a história. A história não é linear. Melhora e agrava-se em pouco tempo. O que vamos viver depende do passado, do que fizemos. Mas depende também do empenho agora, já, neste preciso momento!

Por isso, há pergunta, se seremos capazes de ultrapassar: claro que sim, já o fizemos: só depende do empenho com que abraçamos o futuro. Estão dispostos para, ombro a ombro, braços firmes e mente desperta, com criatividade e engenho, abraçar o futuro como quem o quer comer todo?

saber

Quando chegamos perto de saber, quando tocamos num pequeno pedaço, quando cheiramos conhecimento ou descoberta, outro leque de perguntas barafusta.

A idade… pesa?

100 anos!
100 anos!

Segundo esta cientista, Rita Levi-Montalcini, carregada de optimismo, “as desgraças são oportunidades”.

Faz-me lembrar o filme “A Vida é Bela”, de Roberto Begnini. Sei que o sofrimento atravessa-nos como uma máquina, sem piedade, e que nesses momentos deixamos de existir. Reconheço que não é um filme xtraordinário, que nos mostra atitudes e situações não-reais, impossíveis, mas é uma lição. Mostra-nos que o futuro existe, é nosso, só nosso, o caminho que fizermos até ai é único, e é bem melhor do que o que temos agora. Seremos outros, teremos outra experiência e teremos mais coragem para resgatar outros futuros ao fracasso.

mais…

Para conhecer melhor esta senhora, veja-se a entrevista que dá  ao site nobelprize.org.

Referências:

A Vida É Bela

Comentários

O futuro está determinado?

ilyaprigogine1Não. Isto que vivemos, isto que sentimos, o planeta que ocupamos, é um sistema complexo muito afastado do equílibrio, o que significa que, o que vemos e o que somos, são estruturas organizadas que se formam nessa situação, ou seja, desgovernadas e sem caminho pré-definido: o futuro está aberto e por definir, mas muito dependente do comportamento de cada individuo, quer dizer, o tipo de estruturas que se criam neste tipo de sistemas dependem de cada um de nós!

Referências:

“O futuro está Determinado?” Ilya Prigogine (Prémio Nobel da Química de 1977), Esfera do Caos, 2008.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ilya_Prigogine