dois caminhos


Há dois caminhos. É decidir por um. Ou lês o resumo do livro ou o livro em si. Por estes dias, o resumo do livro já são duas frases, às vezes uma e não fica em lado nenhum, em nenhum suporte físico, nem sequer dentro de um arquivo morto. E se esse resumo é uma foto virtual pior, ficou por ai, tiram-se às centenas e morrem logo ali.

Há mais umas quantas decisões. Ou segues uma utopia da verdade, num caminho infinito em que a verdade estará para lá disso, que importa? Mas segues esse caminho, instruindo-te passo a passo sem nunca lá chegar, mas enriquecendo o teu espírito e o dos outros. Ou orientas-te pelos números, quer dizer, começas num número e vais experimentando, se aumentar e se isso for um bom sinal, segues, se não voltas atrás e procuras outro caminho que te aumente o capital. No entretanto, alguém perdeu, mas que interessa, não é esse o teu problema, o teu é o de aumentar, aumentar, aumentar sempre. Os outros, são os outros, não sou eu, não é o meu problema.

Há um caminho que te persegue, não tens escolha, a não ser aceitá-lo: vais ficar sozinho, cada vez mais mirrado, os teus amigos fogem, ninguém tem tempo para ninguém e cada um cuida de si o melhor e até quando pode, passas a viver em paredes frias que trataste de erguer porque sofres que nem um cão, vivendo no meio de humanos, em silêncio mas numa solidão precária e funda como bréu.

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