um ponto branco num quadro negro


se de negro se falar de maleita

se de negro se falar de desgraça

Vai o caminho  negro deste mundo

E já não era assim? Sim, mas não tão negro. Não tão fora da utopia de um lugar melhor, mais justo e tolerante. Essa ilusão que se carrega perde-se assim, não somos tão tolerantes assim: matamos um outro com mais facilidade do que se pensa e até a ditadura tem simpatias: danças conforme.

As ditaduras, que queimam tudo o que não vai no mesmo tom, querem dissolver a língua dos outros porque diferente, chamam-lhes bárbaros, queimam-lhes até a alma e são todos E somos todos, é isso que mais custa, depois da miséria do holocausto, de todos os eliminiacionismos, somos ditadores logo logo que se veja a oportunidade.

Então percebe-se porque um pintor rasga uma tela negra com um ponto branco

Depois de se sentar num banco, sozinho , em silêncio, farto do caminho  que levamos nas mãos, mais não pode, mas parado também não, vai daí desenha o que lhe parece justo, desenha para acordar pelo menos um desaparecido

Franz E., agosto 2017

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