escrever — Franz E.

Em destaqueescrever — Franz E.

As palavras queimam e fogem. Desaparecem. Nenhuma parece caber no puzzle. O escritor bem quereria fugir a sete pés. Não pode e não se lembra de uma, que se encaixe, mesmo que retorcida esbaforida louca. Neste vai-vem cai-lhe uma vinda de não sei de onde, num momento qualquer, sem lógica nenhuma. Uff… Como raio vieste tu aqui parar!? Ainda bem. Ainda bem. Lá se pode terminar o parágrafo, a frase, essa simpática que se deitou meliflua como seda. Ah, se isso não acontece, morremos. […]

escrever — Franz E.

Lixo

somos mesmo bons nisso, do lixo, nessa coisa do lixo, somos experts, realmente especialistas

saudades

Saudades destas máquinas que nos traziam histórias de outros tempos, de outros lugares. Era bom que outros projetos fizessem parecido: trazer esperança.

Lisboa

a nossa que de facto não é nossa, está aqui mas não é a Lisboa que conhecemos, onde vivem pessoas, como numa cidade normal, onde vivem pessoas: não passam apenas pessoas, vivem, ficam, passeiam, trabalham, usufruem. Não apenas que estejam de passagem. E amanhã já ninguém virá. Um dia. Um dia essa coisa do turismo termina e a vida regressará. Um dia. Não é só de turismo mas também disso que se vive.

momento

“há aquele momento em que escrevemos aos outros. Quando os vemos quase a nu, é como se nos víssemos a nu, ou entrevemos nas suas expressões, corporais ou não, por contraposição ao que nós próprios sentimos e escondemos, ou não somos capazes de dizer, por vergonha ou mesmo medo, entrevemos, dizia, o que escondemos, por vezes, de nós mesmo, ou melhor, até temos vergonha de o dizer, ou pensar, imaginar até.” – dizia-lhe, acabando com um gole de cerveja, observando a reação dele. – “porque não escreve sobre isso?” – perguntou – “Não tenho tempo!” – silêncio – “Talvez seja esse um dos objetivos da escrita: escrever o que, por vergonha, preconceito, se não pode dizer.” – Silêncio – “Bom…se não tens agora, não é depois que vais ter; lá em baixo faz muito escuro.” – rematou.

Thank you!

https://www.theatlantic.com/international/archive/2011/06/mikhail-gorbachev-the-west-could-have-saved-the-russian-economy/240466/

Pena que os lideres contemporâneos e, os que lhe seguiram, não perceberam o caminho que este homem grande lhes mostrou: uma europa até ao monte dos Urais e um equilíbrio mundial mais harmonioso.

journalist and pacifist

https://en.wikipedia.org/wiki/Carl_von_Ossietzky

disconnect

Não estamos todos… disconnected?

https://www.imdb.com/title/tt1433811/